Espetacular animação de Marte
Putz… sem palavras. Vejam MESMO!
Veio do blog da The Planetary Society Blog, pelo twitter do @jorgecandeias.
Putz… sem palavras. Vejam MESMO!
Veio do blog da The Planetary Society Blog, pelo twitter do @jorgecandeias.
Ano passado escrevi a respeito de um livro que li, Flatland, de Edwin Abbot. Pois bem, agora tive a oportunidade de ler um livro de ficção de matemática/ciência/computação que é uma versão bem mais incrementada de Flatland (mas sem desmerecê-lo, é claro), onde, em vez de especular sobre um universo bidimensional em um plano infinito, é em um universo com gravidade e com um planeta circular, com estrelas e átomos, enfim, o pacote completo universal em 2D.
Isso leva a vários problemas práticos. Quando há seres vivos bidimensionais vivendo nesse círculo planetário, como ir de um lado para outro? Como seria a sociedade? Uma tecnologia bidimensional seria possível? Seres vivos 2D seriam biologicamente possíveis?
O livro The Planiverse: computer contact with a two-dimensional world, de A. K. Dewdney trata de todas essas questões, onde um professor de computação e seu grupo de estudantes (tridimensionais, para deixar claro) se deparam acidentalmente com um mundo de duas dimensões muito mais rico do que imaginavam nas suas simulações. E conversam com um ser vivo bidimensional chamado Yndred, que lhes dá informações interessantes sobre o mundo em que vive.
A grande atração do livro não é a trama em si e sim as tentativas de responder a todas essas perguntas acima, enriquecidas com desenhos e gráficos dos seres vivos, do ambiente, de situações, de construções, de tecnologias e das forças da natureza.
Falando de construções, todas estão debaixo do chão, afinal, as pessoas precisam trafegar pelo planeta. Isso leva a umas construções e a umas regras de comportamento interessantes… que não mencionarei, seria, de certa forma, um spoiler. Vou é propor um pequeno experimento mental: o que fazer se você vê uma aglomeração de seres trabalhando ou jogando algum esporte? (claro que existem diversões bidimensionais!) Ou pega o livro ou tente você mesmo responder à questão =D Duas dicas: lembre-se do ponto de vista do ser bidimensional, ele vê tudo em linha vertical; a outra dica, pressa não existe nesse mundo, paciência é a norma.
Outra coisa que achei muito legal é pensar a respeito das leis físicas nesse universo. Elas se comportam de maneira diferente, por exemplo, você sabe que no nosso universo, a força gravitacional diminui à proporção de
. Em duas dimensões, diminuiria à razão de
, ou seja, as forças da natureza, de certa forma, são mais fortes em 2D que em 3D, porque demoram mais para se dispersar. Para entender melhor, tente imaginar o seguinte em 3D:
- temos uma fonte de luz pontual que emite energia;
- à distância de 1 metro dessa fonte de luz, temos um quadrado iluminado pela fonte de luz com uma certa energia E;
- à distância de 3 metros, teremos 9 quadrados iluminados pela fonte de luz, mas a energia que incide é a mesma, E. Ela está apenas distribuída nos 9 quadrados, em vez de se concentrar em um só quadrado;
É por isso que a energia se reduz ao quadrado com a distância. Agora, em 2D, nos interessa apenas a “linha” , que vai da fonte da luz até o vértice do quadrado a 1 metro de distância. Para visualizar graficamente isso, dê uma olhada nesse esquema que é uma página do livro no Google Books que explica esse fenômeno da energia bidimensional.
Também há no livro algumas reflexões a respeito do eletromagnetismo, dos átomos e das configurações possíveis de moléculas no plano… e muitas outras coisas. Então, será que dei motivos suficientes para tu querer ler o livro?
Para finalizar, que tal “relaxar” tentando decifrar formas em quatro dimensões? Pegue gratuitamente (e legamente) esse filme, Dimensions, e boa diversão!
Achei bacana a iniciativa da NASA de disponibilizar um vídeo sobre o aquecimento global (com legendas em inglês):
Além disso, também disponibilizaram algumas imagens chocantes sobre como as mudanças estão afetando o nosso planeta, como essa abaixo:
Se esse pedaço de gelo da Antártida se quebra e já adiciona alguns milímetros ao nível do mar, imagina todo o gelo do continente antártico? Não que vá virar um Waterworld… mas é algo a se refletir.
Como o autor do post onde vi o vídeo comentou, as mudanças são rápidas em termos geológicos e não podemos enrolar mais para fazer algo a respeito. O problema é que a humanidade demora demais para agir e só sabe remediar (isso se remediar) e não prevenir… enfim, vamos tentar fazer a nossa parte
Vi no Bad Astronomy.
Agora que comecei a me aventurar na parte prática do mestrado. Ou seja, além de ficar na teoria e nos artigos, também comecei a brincar no OpenCV, uma biblioteca para aplicações em processamento de imagens e em visão computacional. É uma mão na roda, com códigos prontos para serem aprendidos, usados e modificados ![]()
Claro que tinha que encarar a tarefa de instalar uma webcam no Ubuntu. E pela minha experiência anterior de ter modificado e compilado o código-fonte de um driver de modem, eu já previa uma tarefa penosa pela frente. Foi bem trabalhoso, abri umas 30 abas no navegador, mas concluí que não é tão difícil assim. Vamos lá:
Infelizmente, grande parte (na prática, todos) dos fabricantes de webcam não fornecem drivers para Linux. Mas felizmente há soluções para contornar essa falta de suporte, como o gspca e o UVC.
Primeiro, abra um terminal e digite lsusb. Esse comando devolverá as ids dos hardwares conectados às suas portas USB. Se você liga a webcam, vai aparecer a descrição e sua ID.
giseli:~/> lsusb
Bus 005 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 004 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 003 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 001 Device 006: ID 1871:01f0 Aveo Technology Corp.
Bus 001 Device 001: ID 1d6b:0002 Linux Foundation 2.0 root hub
Bus 002 Device 002: ID 062a:0000 Creative Labs Optical mouse
Bus 002 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
A minha webcam é essa: ID 1871:01f0 Aveo Technology Corp. Ou seja, é da marca Astech e o modelo Coatepec. Antes eu tinha experimentado outra, da marca Bright e modelo 1.3M, cuja id é 1b3b:2936, e essa não consegui fazer rodar de jeito nenhum, nem por decreto, por isso que troquei. E recomendo não pegarem essa 1.3M da marca Bright, pois pelo que pesquisei na net, ninguém conseguiu rodá-la no Ubuntu (se por acaso alguém conseguiu ou soube, poste nos comentários).
Daí visite os sites que mencionei, o gspca e o UVC e veja se a ID aparece na lista dos dois sites. Se aparecer pelo menos em uma, já pode comemorar, é só carregar o módulo e pronto! No meu caso, o UVC tinha os drivers necessários.
Já vou avisando que não compilei nem o gspca e nem o UVC, porque eles já vêm por padrão nos kernels. Só que o gspca não funciona na versão 2.6.31-19, apenas até a versão 2.6.31-17, ok? O UVC funciona de boa, inclusive no último.
Então é só você carregar o módulo de um dos dois. APENAS um dos dois!
Para carregar o UVC:
sudo modprobe uvcvideo
Para carregar o gspca:
sudo modprobe gspca_main
Aí consegui ter a webcam funcionando! =D Para testá-la, instale o Cheese (sudo apt-get install cheese).
Caso não tenha sorte ou tenha que compilar… bem, uma nota: o UVC é mais fácil de compilar, porque é atualizado com frequência. Já o gspca… a última versão data de 2007! Por isso que é complicado compilar o gspca com as últimas versões de kernels e você teria que modificar um pouco o código ou usar um kernel mais antigo. Veja se um dos links abaixo te ajuda:
Resolvendo o problema das webcams e do driver gspca no Ubuntu
Skype 2 com webcam no Ubuntu
Logitech QuickCam E2500 on Ubuntu Skype