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Vírus influenza A em apenas 3,2 kbytes

Eu acho bacana mesmo quando o pessoal usa conceitos de computação para explicar biologia! :D Vi esse post interessante sobre o vírus H1N1 sob a óptica de um computeiro. O cara se deu ao trabalho de ler um artigo da Nature e dissecou o vírus usando analogias de computação. Em termos computacionais, o vírus pode ser representado por até 26 mil bits de dados brutos. É pouca coisa, equivale a uns 3,2 kbytes apenas.

Pode ser novidade ou não para vocês, mas eu achei interessante saber que existem empresas que fazem síntese de DNA por encomenda. Tipo, o Mr. Gene. Claro que eles têm uns mecanismos de verificação para não aceitarem sequências que dêem origem a coisas perigosas.

Outra coisa que descobri: é possível ver as sequências mapeadas do vírus no banco de dados do NCBI (National Center for Biotechnology Information). Interessante, será que no futuro teremos banco de dados com acesso livre a sequências de tudo quanto é ser vivo na natureza? Pelo menos já tem na net a do Homo Sapiens. Bem que alguém podia se dar ao trabalho de revisar o código fonte humano…

Recomendo a leitura do post (é um pouco grande), vale a pena! Mesmo que não possa ser 100% acurado (como na parte de que seria suficiente mudar 2 bits para criar uma variante letal do vírus – nada garante que uma pequena mudança não vá afetar todo o mecanismo do vírus), ainda assim é worth reading.

Meu respeito por esses 3,2 kbytes de dados aumentou…

Veja mais:
DNA seen through the eyes of a coder

Fonte:
Science Slashdot

Categories: bioinformática Tags:
  1. 3, setembro, 2009 em 00:48 | #1

    Quase tive saudades dos meus tempos de biotecnólogo e bioquímico rs. Bjss!

    Seu site ta muito sério ^^

  2. Jorge
    3, setembro, 2009 em 08:48 | #3

    Adorei mais este post, Srta GiBorg !

  3. 3, setembro, 2009 em 09:45 | #5

    Saiu no slashdot ontem, né? :)

  4. 3, setembro, 2009 em 11:40 | #7

    @Giseli Ramos
    Verdade, só tinha visto isso depois que postei o comentário :)

  5. 5, setembro, 2009 em 01:47 | #8

    No laboratório de biomol toda semana pedíamos sequências de RNA para os laboratórios. A gente isolava a sequência das proteínas de interesse e pedia o antisense.

    Pensando bem, não tenho saudade nenhuma.

  6. Geraldo Falci
    7, setembro, 2009 em 22:51 | #10

    Pensando bem… a morte não precisa mais que 5bytes para existir num sistema computacional.

    Faça o experimento! crie uma aquivo de texto com a palavra morte para vc ver. :P

    • 9, setembro, 2009 em 12:05 | #11

      É verdade, Geraldo. Isso num arquivo txt. Agora, o código fonte de um programa em C++ que escreva essa palavra não precisa nem de 100 bytes, mas é verdade que o executável dá uns 6 kb (acabei de fazer o teste aqui hehe).
      Fico pensando como seria em assembler, mas já não lembro mais =/

  7. Geraldo Falci
    9, setembro, 2009 em 19:23 | #12

    @Giseli Ramos

    Não reclama, nem C++ eu lembro. Que dirá Assembly!

    Isso que dá só trabalhar com JAVA.

  8. 11, setembro, 2009 em 17:17 | #14

    @Geraldo Falci
    Em python:

    print ‘morte’

    :D

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