Ciborgues também têm seus momentos de debugging. O blog ficou às moscas, mas é por um bom motivo, um instrumento astronômico prestes a ser finalizado e pretendo falar mais dele futuramente =D
Teve uma época que eu não me achava capaz para amizades. Mas depois aprendi que a tal arte da amizade não é tão complicada, só precisando ter em mente que o primeiro passo é ser seu próprio melhor amigo, antes de tudo.
Ralei muito e cometi muitos erros estúpidos com algumas ótimas pessoas, mas mais cedo ou mais tarde acaba aprendendo a lição (com algumas perdas no caminho). Se bem que lá no fundo, vez ou outra aparece, lurking in the darkness (a língua portuguesa que me perdoe, mas o inglês nos fornece algumas belas frases), o arrependimento e a esperança irracional de existir viagem no tempo para voltar atrás, porque se me perguntassem agora se eu faria novamente tudo igual, eu responderia: não, não faria nada igual =) Se bem que aí não dá para saber se ia aprender mesmo a lição.
Pensei em tudo isso, motivada por uma bela reflexão da Camila Fernandes, onde reproduzo alguns trechos abaixo:
“…
Tudo isso já estava aqui quando nasci e permanecerá quando eu me for,
Inalterado pela minha passagem,
Indiferente à minha alegria, à minha dor.
Há um mundo inteiro lá fora esperando ser desvendado
Enquanto eu examino meu microuniverso particular,
Onde os problemas parecem imensos e os limites, instransponíveis.
…
Para o mundo, meus problemas diários importam menos que a poeira no vento.
O cisco que arde em meus olhos não faz com que ele pare de girar.
A primavera virá ainda que eu insista no inverno.
O mundo é alheio a mim.
Eu não preciso ser alheia a ele.
A escolha é minha.
…
Abra os olhos,
Há tanto a se ver,
Tantas coisas maiores que eu e você.
Talvez você não possa mudar o mundo.
Mas ele certamente pode transformar você.
…
E nós somos vento:
Nossa natureza é flanar.”
Aí vi que tamos de passagem e o presente está aí para ser aproveitado, então, como diria o Johnnie Walker, keep walking and be your own best friend! Pronto, debug finalizado e alguns códigos mentais passados a limpo


“…só precisando ter em mente que o primeiro passo é ser seu próprio melhor amigo, antes de tudo.”
Falou tudo, Gi! E obrigada pela menção ao meu textinho. Fico feliz em pensar que ele pode ter te causado um efeito benéfico.
Acho que se você se animar de escrever um livro de auto-ajuda, vai ficar rica, Mila
Fala CyberGi,
!
mas a vida é assim mesmo, a gente só aprende errando… o grande lance é a gente não repetir os mesmos erros sempre
Bom ver você de volta ao seu blog e saber que você está tendo sucesso no seu projeto,
Grande abraço,
Jorge