Vírus em implantes e a segurança dos implantes cocleares
Uma notícia hoje me chamou muito a atenção, que era sobre um cientista britânico dizer que foi infectado por um vírus de computador. Em particular, o seguinte trecho:
Gasson admite que o teste apenas prova um princípio, mas ele acredita que existam implicações importantes para um futuro em que aparelhos médicos, como marcapassos e implantes cocleares…
Implantes cocleares?! Tudo bem que o experimento é meio rudimentar demais e seria equivalente a engolir um disquete com vírus (alguém me disse isso), mas mesmo assim, dá margem a especulações interessantes sobre a segurança dos implantes médicos. Já li por aí que, teoricamente, é possível invadir um marcapasso. Agora vamos especular um pouco e tentar explorar falhas nos implantes cocleares com a tecnologia atual:
DISCLAIMER: O que vou falar a seguir tem grandes chances de ser ficção, afinal, são especulações e não tem nenhuma comprovação real. Então, caso você seja um implantado que parou por acaso por aqui, não entre em pânico, hein? Não precisa ir correndo pegar um antivírus
- Alguns modelos têm suporte a bluetooth, cujo uso “oficial” é para se usar em conjunto com um dispositivo de microfone bluetooth também. Mas se alguém interceptar a comunicação e “fingir” que é um microfone…. Sei lá, alguém pode tirar proveito disso?
- Supondo que alguém tenha acesso ao implante coclear, na pior das hipóteses, vai corromper o programa de DSP, você pode não ouvir nada direito.
- Tem uma coisa que pode ser muito muito ruim: em geral, os programas DSP do implante são ajustados para ligarem até 12 eletrodos simultaneamente. A maioria dos implantes tem 22 eletrodos, então sempre se escolhe até 12 eletrodos por ciclo. A fono me disse que mais do que 12 eletrodos ao mesmo tempo pode deixar desorientada a pessoa ou até deixar dolorida a audição, deixando-a sobrecarregada. Vai que o vírus queira botar mais do que 12 eletrodos ao mesmo tempo?
Isso são “teorias tiradas do nada”, com base no que sei sobre ICs. Mas é legal fazer brainstorm e ir se prevenindo. Se alguém quiser me indicar já um antivírus…
Especulações à parte, claro que os implantados estão seguros de verdade, pois a única maneira de acessar o IC é por um cabo especial que a fonoaudióloga do mapeamento tem. Agora se o computador do mapeamento estiver infectado….

Isso daria um conto dos terroristas da conspiração
Verdade, Romeu!
Se eu não conseguir escrever, passo a ideia para você rs.
Fazemos a quatro mãos
Consideração sobre o assunto (e ideia para o possível conto): e se alguém hackear os implantes cocleares para enviar mensagens subliminares em infrassom?
Um nicho de mercado se abre para o merchandising do futuro.
Implantes cocleares com suporte a Bluetooth!!!??? Bem, como disse aquele brilhante físico teórico e futuro ganhador do Nobel, Dr. Sheldon Cooper; – Tudo fica melhor com Bluetooth.
E quem sou eu para contrariar tamanha sapiência?
De qualquer forma, se pegar vírus no implante, vai pelo básico; FORMAT C: e Enter.
BAZZINGA!
Pois é Gi, a medida que a tecnologia evolui para curar problemas, novos problemas são criados =). Dependo dos novos upgrades que o seu implante coclear for sofrendo, talvez se torne necessário colocar não só antivirus, mas um firewall também !! E dá roteiro para vários contos de FC, com certeza….