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Vírus em implantes e a segurança dos implantes cocleares

Uma notícia hoje me chamou muito a atenção, que era sobre um cientista britânico dizer que foi infectado por um vírus de computador. Em particular, o seguinte trecho:

Gasson admite que o teste apenas prova um princípio, mas ele acredita que existam implicações importantes para um futuro em que aparelhos médicos, como marcapassos e implantes cocleares

Implantes cocleares?! Tudo bem que o experimento é meio rudimentar demais e seria equivalente a engolir um disquete com vírus (alguém me disse isso), mas mesmo assim, dá margem a especulações interessantes sobre a segurança dos implantes médicos. Já li por aí que, teoricamente, é possível invadir um marcapasso. Agora vamos especular um pouco e tentar explorar falhas nos implantes cocleares com a tecnologia atual:

DISCLAIMER: O que vou falar a seguir tem grandes chances de ser ficção, afinal, são especulações e não tem nenhuma comprovação real. Então, caso você seja um implantado que parou por acaso por aqui, não entre em pânico, hein? Não precisa ir correndo pegar um antivírus :P

- Alguns modelos têm suporte a bluetooth, cujo uso “oficial” é para se usar em conjunto com um dispositivo de microfone bluetooth também. Mas se alguém interceptar a comunicação e “fingir” que é um microfone…. Sei lá, alguém pode tirar proveito disso?

- Supondo que alguém tenha acesso ao implante coclear, na pior das hipóteses, vai corromper o programa de DSP, você pode não ouvir nada direito.

- Tem uma coisa que pode ser muito muito ruim: em geral, os programas DSP do implante são ajustados para ligarem até 12 eletrodos simultaneamente. A maioria dos implantes tem 22 eletrodos, então sempre se escolhe até 12 eletrodos por ciclo. A fono me disse que mais do que 12 eletrodos ao mesmo tempo pode deixar desorientada a pessoa ou até deixar dolorida a audição, deixando-a sobrecarregada. Vai que o vírus queira botar mais do que 12 eletrodos ao mesmo tempo?

Isso são “teorias tiradas do nada”, com base no que sei sobre ICs. Mas é legal fazer brainstorm e ir se prevenindo. Se alguém quiser me indicar já um antivírus…

Especulações à parte, claro que os implantados estão seguros de verdade, pois a única maneira de acessar o IC é por um cabo especial que a fonoaudióloga do mapeamento tem. Agora se o computador do mapeamento estiver infectado…. :P

  1. 26, maio, 2010 em 19:44 | #1

    Isso daria um conto dos terroristas da conspiração ;)

  2. 26, maio, 2010 em 19:47 | #2

    Verdade, Romeu! :D Se eu não conseguir escrever, passo a ideia para você rs.

  3. 26, maio, 2010 em 19:48 | #3

    Fazemos a quatro mãos ;)

  4. Flavio
    27, maio, 2010 em 01:35 | #4

    Consideração sobre o assunto (e ideia para o possível conto): e se alguém hackear os implantes cocleares para enviar mensagens subliminares em infrassom?
    Um nicho de mercado se abre para o merchandising do futuro.

  5. Benê
    28, maio, 2010 em 02:22 | #5

    Implantes cocleares com suporte a Bluetooth!!!??? Bem, como disse aquele brilhante físico teórico e futuro ganhador do Nobel, Dr. Sheldon Cooper; – Tudo fica melhor com Bluetooth.
    E quem sou eu para contrariar tamanha sapiência?
    De qualquer forma, se pegar vírus no implante, vai pelo básico; FORMAT C: e Enter.
    BAZZINGA!

  6. Jorge Pereira
    30, maio, 2010 em 09:03 | #6

    Pois é Gi, a medida que a tecnologia evolui para curar problemas, novos problemas são criados =). Dependo dos novos upgrades que o seu implante coclear for sofrendo, talvez se torne necessário colocar não só antivirus, mas um firewall também !! E dá roteiro para vários contos de FC, com certeza….

  1. 26, maio, 2010 em 20:07 | #1
  2. 2, junho, 2010 em 17:12 | #2