dez 202010
 

Ontem tive o prazer de descobrir por esse post um documentário bem interessante sobre o confronto entre o jogador humano Kasparov e o supercomputador Deep Blue. E coincidência ou não, ao terminar hoje a leitura de “Moral Machines“, me deparei com alguns links interessantes sobre o confronto de 1997. Então, resolvi escrever brevemente sobre o assunto.

Nos primórdios da IA, muitos consideravam que um computador saber jogar xadrez era um bom sinal de avanço na área. Na verdade, não é bem assim, porque o computador não joga xadrez da mesma forma que nós jogamos. Assim que movemos a primeira peça, como o peão, há um certo número de possibilidades de contra-movimentos para aquela peça (só não especifiquei o número porque cada peça tem regras de movimento diferentes). Nós, humanos, também pensamos nas possibilidades de movimentos futuros, mas apenas em uma janela estreita de possibilidades (até umas 5 jogadas adiante, se bem que enxadristas talentosos podem pensar em mais jogadas), enquanto que o computador consegue calcular fácil, em segundos ou minutos, milhares de jogadas adiante para cada possível peça. O fato de calcular rapidamente as probabilidades de movimentos e plotá-las numa árvore de possibilidades com essa aqui não significa que o computador seja inteligente ou apto a passar num, digamos, teste de Turing. Que é apenas especializado em jogar xadrez, e nada mais. É um tipo de savant de silício, por assim dizer. Mas talvez isso mude no futuro…

De qualquer modo, o estudo de supercomputadores para jogar xadrez é bem útil, em termos de processamento de alto volume de dados em pouco tempo. E indo para o objetivo principal do post, que era o de compartilhar os links que achei no livro “Moral Machines“, para quem curte um pouco de história e curiosidades:

The triumphant teamwork of humans and computers – Descrevendo a interação dos humanos com os computadores pelo xadrez e técnicas que humanos desenvolveram para derrotar os programas, por causa de alguns “vícios computacionais” em xadrez.

Multimedia Report by Frederic Friedel: Garry Kasparov vs. Deep Blue – Uma espécie de diário, descrevendo os dias do confronto em 1997.

Deep Blue – Overview – Site oficial do confronto de 1997 (meio velhinho, uma repaginada seria boa hein?).

E para quem quiser saber de outros jogos de xadrez entre humanos e computadores, a Wikipedia tem uma listagem.

PS: Não sou boa jogadora de xadrez, não consegui até agora ganhar do computador, exceto se ele joga no modo aleatório ou no nível fácil :P

  4 Responses to “Breves curiosidades de xadrez e computadores”

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Giseli Ramos. Giseli Ramos said: Breves curiosidades de xadrez e computadores: http://bit.ly/eYQd8U [...]

  2. Duas coisas:

    1º – Post legal!!
    2º – Não sei qual é sua religião, nem sei se vc tem uma, mas fica aqui o meu desejo de um FELIZ NATAL para você e toda a sua família!!

    Abração!!!

  3. Legal o texto. Coincidiu com o final da minha leitura da biografia do Alan Turing, onde mostra que, em seus trabalhos, principalmente na fase inicial da sua vida como matemático, a busca por uma máquina que jogasse Xadrez foi uma verdadeira obsessão [na verdade de certa forma ele acreditava que a evolução natural das máquinas de computar levarian-nas a jogar xadrez].

  4. Opa, @Benê , obrigada pelos votos natalinos :) Também desejo o mesmo para você (bom, digamos que sou budista meio cética rs).

    @Antonio , a biografia que você leu era a do Andrew Hodges? Eu comecei a ler essa, mas não pude terminar (digamos que o livro era meio empoeirado e me dava ataque de rinite toda hora rs). Pretendo comprar uma versão mais novinha desse livro para terminar mesmo :) Obrigada pela visita!

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