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Arquivo da Categoria ‘física’

Uma visão 3D do Universo

9, julho, 2010 Giseli Ramos 1 comentário

Não sei se esse vídeo é novo para vocês, mas só vi ontem e acho que vale muito a pena ver! É um lindo resumo do Universo em 3D. Impressive! =D

Imagem de Amostra do You Tube

Fonte: TED Talk.

Um mapa de neutrinos

19, junho, 2010 Giseli Ramos 2 comentários

Mapa de neutrinos do IceCube

Imagem retirada do artigo Kilometer-Scale Neutrino Detectors: First Light

Não é bacana o mapa acima? É um mapa de neutrinos (incompleto) feito pelo observatório IceCube, localizado na Antártida.

O IceCube é um observatório em construção na Antártida, e seu objetivo é a busca pelos elusivos neutrinos, que podem vir de qualquer lugar do Universo, desde uma explosão de uma estrela, erupções de raios gama até buracos negros.

Os neutrinos são produzidos pelo decaimento de partículas elementares (como os píons) e elementos radioativos. Mas são extremamente antissociais e difíceis de serem detectados. Essa propriedade é útil, pois atravessam qualquer matéria, desde os confins do Universo até chegarem na Terra (e passarem por nós ilesos). E levam informações úteis, como o início de supernovas. Por mais espetacular que sejam as supernovas no espectro óptico que vimos por aí, perdemos grande parte da informação do colapso, pois 99% da energia total emitida no colapso são de neutrinos.

Não vou me estender em explicações, afinal, achei tão bacana o mapa de neutrinos do Universo (que lembra muito o mapa de radiação cósmica de fundo) que merecia ser compartilhado. Sugiro explorarem com calma o ótimo site do IceCube, cheio de explicações e de material multimídia. E na Scientific American brasileira do mês de junho de 2010 ou na americana de maio de 2010, tem uma matéria bacana sobre a utilidade dos neutrinos para a astronomia, sendo que o IceCube é um dos observatórios mais bem cotados para a vindoura era de ouro da astronomia de neutrinos.

Só para finalizar, fiquei impressionada com o tamanho do observatório no polo sul. Veja a imagem abaixo, retirada do site do projeto:

Esquemático do IceCube

Esquemático do IceCube

Alguém duvida que daí pode sair um Nobel, quando terminarem o observatório e começarem a analisar os dados?

A versão do gato de Schrödinger

8, janeiro, 2010 Giseli Ramos 2 comentários

Eu gostei mais dessa versão do gato de Schrödinger, afinal, leva em conta o ponto de vista do felino!

O gato de Schrödinger

O gato de Schrödinger

Vi isso numa palestra TED do físico e surfista Garret Lisi. Dica do Kentaro Mori do 100nexos.

Categories: física, ted talks Tags:

O efeito Mateus na ciência

1, setembro, 2009 Giseli Ramos 10 comentários

Um dos motivos de eu adorar a biblioteca da universidade é que em meus frequentes passeios por ela, sempre me deparo com livros que, de outro modo eu nem ia saber ou demoraria mais ainda a ler. Tem uma seção na biblioteca dedicada a biografias de matemáticos e foi numa dessas passagens que peguei uma autobiografia de Mark Kac, o “Enigmas of Chance”.

Kac foi um matemático polonês que emigrou aos EUA pouco antes da invasão da Polônia pela Alemanha nazista. Foi bastante ativo na área de probabilidade e estatística e trabalhou com vários matemáticos eminentes, entre eles, Erdös.

Apesar de não achar tão cativante quanto a biografia “The Man who loved only numbers” (sobre Paul Erdös), o livro do Kac tem seus méritos, já que acabei aprendendo algumas coisas aqui e acolá.

Uma que achei interessante é o efeito Mateus (em inglês, Matthew effect), termo cunhado por Robert Merton, que descreve a tendência de cientistas famosos obterem mais crédito do que deveriam que cientistas não tão famosos, por trabalhos similares. Isso não é novidade, eu só não sabia que tinha um nome.

O nome vem do versículo Mateus 25:29:
Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.

Kac mencionou o estudo de Marian Smoluchowski, que descreveu o movimento browniano. Outro cientista, Albert Einstein, também explicou o fenômeno, de maneira diferente. Não é nenhuma surpresa que hoje pouca gente saiba disso e o crédito ser atribuído geralmente só a Einstein.

Outro exemplo que vi, desta vez na Wikipedia, é a noção de complexidade de Kolmogorov (basicamente, qual o menor recurso computacional necessário para descrever algum objeto – veja mais no verbete da Wikipedia). Ray Solomonoff é que formalizou essa noção, consequência de seus estudos na teoria de probabilidade algorítmica. Kolmogorov chegou às mesmas ideias pouco depois de Solomonoff.

Sem contar que, a von Neumann, é atribuído o título de “pai do computador”. De fato, vários de seus estudos revolucionaram e ajudaram a impulsionar a teoria da computação e de informação. Mas é injusto atribuir créditos apenas a ele, alguns de seus estudos também tinham ideias expandidas de outros colaboradores. Mesma coisa com a teoria dos jogos, poucos se lembram de Oskar Morgenstern, que escreveu em conjunto com von Neumann o livro que inaugurou oficialmente a teoria dos jogos na matemática.

Eu resolvi pesquisar para ver se não era o caso de César Lattes (um dos descobridores do méson-pi) e de Rosalind Franklin (que também decifrou a estrutura correta do DNA). O primeiro caso, de Lattes, foi mais pelas regras injustas do comitê Nobel, que até 1960 só premiava o líder de pesquisa do grupo.

E o segundo caso, de Rosalind Franklin, me levou a conhecer o corolário do efeito Mateus, o efeito Matilda. Primeiro, deixe-me dizer o que significa corolário: é a consequência imediata de um teorema ou postulado, nesse caso, o efeito Mateus.
Cunhado pela historiadora científica Margaret Rossiter, por causa de Matilda Gage (que experimentou “em primeira mão” o efeito), identifica a situação em que mulheres cientistas recebem pouco ou nenhum crédito pelo seu trabalho científico.

Esses são só alguns dos exemplos. E assim segue a história da ciência… Parece que hoje a situação melhorou bastante, mas ainda tem o que melhorar. O futuro nos dirá.

Ver mais:
Mark Kac on education, physics and mathematics
Biografia de Mark Kac no MacTutor

Fonte do trecho bíblico aqui.

Explicando o Big Bang em dois minutos

29, agosto, 2009 Giseli Ramos 4 comentários

Vi no Bad Astronomy um vídeo muito interessante sobre as origens do Universo, explicado sucintamente em pouco mais de dois minutos pela astrônoma Janna Levin. Aliás, ela escreveu um livro bem bacana sobre Alan Turing e Kurt Gödel chamado “Um louco sonha a máquina universal”, que recomendo, para quem quiser ter uns vislumbres (não totalmente reais) da vida desses dois cientistas.

Veja o vídeo abaixo, que foi bem produzido, mesmo com um orçamento baixo. Para que usar efeitos especiais?

Imagem de Amostra do You Tube
Categories: astronomia, física Tags: ,