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	<title>CyberGi &#187; implante coclear</title>
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	<description>Pensamentos de uma inteligência biológica</description>
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		<title>Aniversário auditivo :D</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 19:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giseli</dc:creator>
				<category><![CDATA[implante coclear]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase ia me esquecendo, mas lembrei dos meus dois anos de convivência com meu implante coclear. Hoje faz exatamente 2 anos e 5 dias que meu organismo biológico ganhou um hospedeiro, o implante coclear. Só fui me lembrar do fato &#8230; <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2011/09/aniversario-auditivo-d/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase ia me esquecendo, mas lembrei dos meus dois anos de convivência com meu implante coclear. Hoje faz exatamente 2 anos e 5 dias que meu organismo biológico ganhou um hospedeiro, o implante coclear. Só fui me lembrar do fato pois sei que foi na última sexta feira de setembro de 2009. Essa parceria tem dado certo até agora e me rendeu muitas perspectivas interessantes e sonoras sobre o mundo <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Vi no blog da <a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2011/09/30/ouvir-pela-primeira-vez-com-o-ic-emocao-que-transborda/">Lak Lobato</a> um vídeo que me fez emocionar, o de uma americana surda que ouve pela primeira vez sua própria voz, graças ao implante coclear. Confiram aí!</p>
<p><object width="640" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LsOo3jzkhYA?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LsOo3jzkhYA?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="360" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Longa vida aos ciborgues do mundo todo! <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  E tem outro aniversário vindo, o da minha ativação <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Documentário Eyeborg</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 12:34:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giseli</dc:creator>
				<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[implante coclear]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[implantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Postando alguma coisa para dizer que o blog está vivo ainda Um documentário muito legal sobre ciborgues foi lançado esses dias, tentando mostrar o quão perto ou longe estamos das tecnologias mostradas no jogo Deus Ex: Human Revolution. Como não &#8230; <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2011/09/documentario-eyeborg/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Postando alguma coisa para dizer que o blog está vivo ainda <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Um documentário muito legal sobre ciborgues foi lançado esses dias, tentando mostrar o quão perto ou longe estamos das tecnologias mostradas no jogo Deus Ex: Human Revolution.</p>
<p>Como não tinha legendas, pedi ao criador do documentário alguma forma de legenda ou um texto com os diálogos. Gentilmente o Rob do projeto <a title="Eyeborg" href="http://eyeborgblog.com/">Eyeborg</a> me mandou, então, o texto está <a href='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/09/DeusEXEyeborgtranscript.txt'>aqui</a> (em inglês e é um arquivo texto). Ia traduzir para o português, mas me desculpem, o tempo anda escasso, então vai no original, em inglês. Quem sabe futuramente eu atualize o post com a devida tradução <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TW78wbN-WuU?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/TW78wbN-WuU?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Espero mesmo que em 2027 já estejamos perto, ou até ultrapassar as tecnologias mostradas no jogo. Só senti falta de comentarem sobre os usuários de implantes cocleares. O avanço dependerá dos estudos multidisciplinares de neurocientistas, engenheiros, matemáticos e outros. Aliás, falando em neurocientistas, no momento, estou lendo em doses homeopáticas o livro do Miguel Nicolelis, &#8220;Muito além do nosso eu&#8221;. Apesar de ainda não ter terminado a leitura, já posso dizer que é uma leitura recomendada, pois mostra as perspectivas atuais e futuras das pesquisas em interfaces cérebro-máquina. Que quando vingarem, nos dará as tecnologias esperadas para 2027. E quem sabe um implante coclear versão 2.0 <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Implante com ressonâncias e desfibrilações</title>
		<link>http://www.giseliramos.com.br/blog/2011/04/implante-com-ressonancias-e-desfibrilacoes/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 13:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giseli</dc:creator>
				<category><![CDATA[implante coclear]]></category>
		<category><![CDATA[desfibrilador]]></category>
		<category><![CDATA[ressonância magnética]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das coisas que adoro em diagnóstico de imagens são as máquinas que possibilitam explorar o interior do corpo humano de maneira não-invasiva. E dentro dessa área, um dos métodos mais incríveis é a ressonância magnética (RM), que sempre quis &#8230; <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2011/04/implante-com-ressonancias-e-desfibrilacoes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas que adoro em diagnóstico de imagens são as máquinas que possibilitam explorar o interior do corpo humano de maneira não-invasiva. E dentro dessa área, um dos métodos mais incríveis é a ressonância magnética (RM), que sempre quis entender em detalhes. Afinal, não é à toa que demoraram anos e anos para conseguirem fazer a primeira imagem usando ressonância. Como é que alguém ia sacar que um campo magnético combinado com emissão de radiofrequência poderia dar imagens nítidas? Mais legal ainda é que não envolve radiação ionizante, ou seja, não importa quantas vezes você faça uma RM, não afetará suas células, ao contrário do raio-x e da tomografia computadorizada.</p>
<p>Não entrarei em detalhes de como funciona a ressonância, mas tentarei ser o mais sucinta e clara possível. Boa parte do corpo humano é composta por hidrogênio (da molécula de água), composto por um próton. Esse próton tem <em>spin</em> (precessão) que acaba gerando um mini-campo magnético. E um conjunto desses átomos de hidrogênio é suscetível a um campo magnético externo, nesse caso, o da máquina. Aí todos os átomos de hidrogênio se alinham com o campo magnético e uma emissão de radiofrequência é efetuada. Os átomos absorvem essa emissão e novamente liberam essa energia de emissão, mas &#8220;modificada&#8221;, dependendo da parte do corpo humano. Essa informação é fornecida aos computadores da máquina para reconstruir a imagem. Para entender em detalhes mesmo a ressonância, recomendo que visite um <a href="http://www.magnet.fsu.edu/education/tutorials/magnetacademy/mri/fullarticle.html">tutorial</a>, de um laboratório que tem um dos magnetos mais poderosos, de 45 Teslas! O.o Para você ter uma ideia de o quão poderoso é, uma máquina de ressonância nos dias atuais tem geralmente 3 Teslas e o campo magnético da Terra, 0,05 Tesla (não se deixe enganar, esse campo nos protege do vento solar).</p>
<p>E onde entra o implante coclear nessa história? Pois é, como ele é composto de certos materiais suscetíveis a atração por campos magnéticos intensos, não se pode fazer ressonância. Como sou teimosa e gosto de saber os limites toleráveis, resolvi pesquisar a respeito. De acordo com o que <a href="http://www.mrisafety.com/safety_article.asp?subject=22">pesquisei</a> e de um email que mandei para uma fonoaudióloga do Hospital das Clínicas (Dra. Valéria Goffi), para alguns modelos recentes de implantes (como os Nucleus Freedom da Cochlear), campos de até 1,5 Tesla são toleráveis sem correr risco de deslocamento interno de partes internas do implante e de até 3 Tesla se remover cirurgicamente o magneto que fica logo abaixo do couro cabeludo. Em ambos os casos, a cabeça do paciente tem que estar protegida com uma bandagem bem apertada. Vi que um paciente implantado já teve essa experiência, relatada <a href="http://www.cicada.org.au/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=150:my-mri-with-a-cochlear-implant&#038;catid=25:technology-to-help-hearing&#038;Itemid=62">aqui</a>. Pelo jeito, mesmo com todas essas precauções, ainda se sentem efeitos desagradáveis do campo magnético no implante. Brrr.</p>
<p>Ainda bem que existem outros métodos de diagnóstico possíveis, mas infelizmente a maioria tem radiação ionizante <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' />  Espero não precisar de nenhum desses exames e nem os outros implantados ^^</p>
<p>Por último, finalmente matei minha curiosidade sobre se o implantado poderia receber choque de um desfibrilador, caso precise ser reanimado. Felizmente pode, pois até quem usa marcapasso pode ser reanimado por esse método. Mesmo assim, cuidem bem de seus corações, ok? <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Ilusões auditivas e nuances dos sons</title>
		<link>http://www.giseliramos.com.br/blog/2011/01/ilusoes-auditivas-e-nuances-dos-sons/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 10:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giseli</dc:creator>
				<category><![CDATA[implante coclear]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava fuçando no meu Google Reader quando me deparei com um item compartilhado pelo cbragatto, sobre um tipo de ilusão auditiva, o tom Shepard, em que um som, quando executado continuamente, cria a ilusão de ascender ou descender em tons, &#8230; <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2011/01/ilusoes-auditivas-e-nuances-dos-sons/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava fuçando no meu Google Reader quando me deparei com um item compartilhado pelo <a href="https://twitter.com/cbragatto">cbragatto</a>, sobre um tipo de ilusão auditiva, o <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Shepard_tone">tom Shepard</a>, em que um som, quando executado continuamente, cria a ilusão de ascender ou descender em tons, sem precisar da mudança no <em>pitch</em>. Meio que como um equivalente auditivo daquele cilindro usado por barbeiros antigos, que girava continuamente (para entender do que tô falando, é o tal do <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Barber%27s_pole">barber&#8217;s pole</a>). Interessante, não?</p>
<p>Quando ouvi isso, me lembrei de um experimento que fiz com um amigo meu que tocava violão. Ele ficava executando notas diferentes no violão e me testava, perguntando se era mais grave ou mais agudo. E se tinha um ou mais tons. Putz, é difícil viu. Apesar de ouvir bem o som, não consigo distinguir as notas musicais dos instrumentos musicais. Ou as vizinhanças da nota (entenda como as notas que precedem e que seguem à atual). E para piorar, ainda executava em sequência 2 ou 3 notas e me perguntava quais foram tocadas. Nessa etapa, apanho mesmo para valer. Espero chegar a um ponto de conseguir distinguir o básico das notas, porque ter um ouvido musical já é pedir muito.</p>
<p>E isso me leva a outra coisa, meio diferente, que vi nesse <a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2010/11/24/parando-para-pensar/">post</a>, sobre como cada pessoa deficiente auditiva ou surda saca os sons. É legal ver o ponto de vista de outros implantados, pois gosto de saber se temos uma espécie de &#8220;protocolo universal auditivo&#8221; ou se cada implantado tem seu próprio &#8220;protocolo auditivo&#8221;. Nesse post que mencionei, ela diz que tem uma coisa meio sinestéstica aí. E percebo que eu também faço algo parecido (mas não igual). Assim, para conseguir saber o que as pessoas falam, vocabulário é MUITO importante para mim, para usar como banco de dados, pois faço umas &#8220;simulações&#8221; das palavras na cabeça (é, ouço sons na cabeça mesmo, quando faço as simulações <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> ) e tento achar uma correspondência com o que a pessoa falou. É por isso que às vezes demoro um pouco para reagir ao que dizem. E também porque conversas em grupo são complicadas para mim, pois exige um tempo de reação muito rápido (para fazer as simulações e achar as correspondências). E não consigo aprender palavras novas só ouvindo, preciso ver a palavra por escrito (soletrar também resolve, mas não ajuda muito na memória). Ou seja, dependo muito fortemente de pistas visuais, e a leitura labial não é o único auxílio de que lanço mão&#8230;</p>
<p>Pode soar meio esquizofrênico esse negócio de simular os sons internamente, mas quebra um galho. E tenho notado que os tempos de reação estão cada vez menores com o uso do implante coclear <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Fonte:<br />
<a href="http://kottke.org/11/01/holy-audio-illusion">Holy audio illusion!</a></p>
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		<title>Quando ouvir demais não é bom</title>
		<link>http://www.giseliramos.com.br/blog/2010/11/quando-ouvir-demais-nao-e-bom/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Nov 2010 18:48:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giseli</dc:creator>
				<category><![CDATA[implante coclear]]></category>

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		<description><![CDATA[Um comentário sobre sinestesia feito pelo André T. (valeu pela dica!) no post anterior me fez lembrar de uma coisa que aconteceu por alguns dias logo após a ativação do meu implante. Bom, o que acontecia exatamente? Como a cóclea &#8230; <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2010/11/quando-ouvir-demais-nao-e-bom/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um comentário sobre sinestesia feito pelo <a href="http://digitandodeesquerda.blogspot.com/">André T.</a> (valeu pela dica!) no <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2010/11/minha-relacao-com-o-eletromagnetismo">post anterior</a> me fez lembrar de uma coisa que aconteceu por alguns dias logo após a ativação do meu implante. Bom, o que acontecia exatamente? Como a cóclea está do lado de alguns nervos, quando ela começou a ser estimulada, de alguma maneira esquisita (meus conhecimentos de anatomia não são bons) acho que alguma coisa responsável pelo processamento da visão também era ligeiramente afetada, o que induzia a uma leve sensação de sinestesia, ou seja, toda vez que eu ouvia algo, meu campo visual ficava ligeiramente esquisito e brilhante. Mas foi coisa de poucos dias, logo depois acho que meu hardware se acostumou às novas condições e viu que ouvir não era bem a mesma coisa que &#8220;enxergar&#8221; o som.</p>
<p>Semana retrasada, fui fazer minha programação de rotina do implante coclear. É importante ao implantado retornar a cada 6 meses para ver como estão as coisas com seu bichinho de estimação de silício e fazer uns testes. Em certo momento, nos ajustes que a fonoaudióloga estava fazendo, o processador de fala do implante processava os sons num nível absurdamente alto, mas tão alto que toda vez que eu ouvia um som, fazia mexer os músculos do lado esquerdo da minha face e um puxão no meu olho esquerdo. O que NÃO é bom, pois está ocorrendo estimulação excessiva na cóclea e consequentemente em toda a &#8220;fiação&#8221; que passa perto dos eletrodos na cóclea, inclusive no nervo facial. Para ter uma ideia de o quão perto o nervo facial fica da cóclea, dê uma olhada na figura abaixo:</p>
<div id="attachment_531" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/nervofacial.png"><img src="http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/nervofacial.png" alt="Nervos nas proximidades da cóclea" title="Nervos nas proximidades da cóclea" width="600" height="188" class="size-full wp-image-531" /></a><p class="wp-caption-text">Nervos nas proximidades da cóclea</p></div>
<p>A figura é relativamente antiga, mas mostra no lugar certo onde ficam os nervos faciais e acústicos (praticamente um colado no outro nas proximidades da cóclea). Deu para sentir o drama né? Claro que foram refeitos ajustes para não ocorrer isso novamente. O objetivo do implante é fornecer um meio de conseguir me virar com os estímulos sonoros no mundo. Antes eu achava que era para botar no último volume, mas descobri que não necessariamente. Desde que o som seja de qualidade e inteligível e sem estimular outros nervos que não têm nada a ver com os sons, está de bom tamanho <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Minha relação com o eletromagnetismo</title>
		<link>http://www.giseliramos.com.br/blog/2010/11/minha-relacao-com-o-eletromagnetismo/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Nov 2010 21:18:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giseli</dc:creator>
				<category><![CDATA[implante coclear]]></category>
		<category><![CDATA[aparelho auditivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre gostei das equações do eletromagnetismo, criadas por Maxwell. Tá, apesar de apanhar muito dessas equações na graduação, as amo do mesmo jeito. Para quem não sabe do que estou falando&#8230; bom, duas versões. Resumida: são um conjunto de quatro &#8230; <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2010/11/minha-relacao-com-o-eletromagnetismo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre gostei das <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maxwell%27s_equations">equações do eletromagnetismo</a>, criadas por Maxwell. Tá, apesar de apanhar muito dessas equações na graduação, as amo do mesmo jeito. Para quem não sabe do que estou falando&#8230; bom, duas versões. Resumida: são um conjunto de quatro equações que essencialmente explicam tanto os fenômenos elétricos como os magnéticos e esses dois fenômenos estão relacionados (por isso a palavra eletromagnetismo).<br />
A outra versão, minha predileta, a matemática:</p>
<p>[latex]<br />
\nabla \cdot \mathbf{D} = \rho \\<br />
\nabla \cdot \mathbf{B} = 0 \\<br />
\nabla \times \mathbf{E} = -\frac{\partial \mathbf{B}} {\partial t} \\<br />
\nabla \times \mathbf{H} = \mathbf{J} + \frac{\partial \mathbf{D}} {\partial t}<br />
[/latex]</p>
<p>Bom, indo direto ao que eu queria falar&#8230; Um recurso muito útil para mim e para outros deficientes auditivos que portam aparelhos auditivos e implantes cocleares é o chamado modo T, abreviação de <em>T-coil</em>, ou em bom português, bobina de indução. É aí que o eletromagnetismo vem ajudar: é um fio da bobina que pega o campo magnético variável da parte do fone de ouvido do telefone/celular. É como se fosse um transformador em duas partes, metade no aparelho/implante e a outra no dispositivo no qual quero ouvir. Aí é fazer eles se acoplarem, diminuindo a distância entre eles.</p>
<p>A vantagem de usar esse modo é que não escuto o som do ambiente, apenas escuto o que o telefone transmitir. Como qualquer coisa sempre tem seu lado ruim, é que é muito sujeito a interferências eletromagnéticas de outros dispositivos.</p>
<p>Afinal, estamos rodeados de ondas eletromagnéticas de tudo quanto é canto, tanto do computador, da televisão, dos fios dos postes, das lâmpadas fluorescentes (sim, elas adoram meter o bedelho no meu aparelho), enfim, não vivemos sem eletricidade. Mas felizmente não é qualquer coisa que vá atrapalhar meu aparelho, só se certas condições forem satisfeitas. Pior é que não sei especificar que condições são essas, mas em geral, quando vou usar esse modo para falar ao telefone, não fico perto de: computadores desktop (notebooks não afetam, felizmente), máquinas de lavar, televisões (pelo menos as do tipo CRT) e outras coisas embutidas no ambiente. A universidade onde estou  é uma &#8220;excelente&#8221; fonte de interferência EM de tanta tecnologia que tem que tenho que ir sempre para fora dos prédios para conseguir usar o telefone e ouvir algo ¬¬</p>
<p>E é por isso que não consigo falar ao telefone em qualquer lugar. Tipo, no metrô de SP (onde tem sinal de celular em algumas linhas). Putz, se eu botar no modo T no metrô&#8230; meu córtex auditivo (ou o que for responsável pelo som) enlouquece.</p>
<p>Há uma alternativa quando o ambiente impede o uso do modo T, é tentar ouvir na marra no modo &#8220;normal&#8221;, que é o modo padrão dos aparelhos e dos implantes, para pegar os sons dos ambientes. É sempre meu plano B, quando não há jeito.</p>
<p>Nas minhas rápidas pesquisas, descobri que alguns lugares oferecem acessibilidade ao deficiente, disponibilizando um tipo de &#8220;amplificador T-coil&#8221; no ambiente, onde ele pode ouvir o que for transmitido nesse ambiente, por exemplo, em alguns aeroportos dos EUA há esse dispositivo. Também tem em auditórios, teatros e em outros lugares, mas nunca testei nos teatros daqui. Pelo menos não vi aqui (ou não tô sabendo) de um lugar disponibilizando isso <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' />  E quando disponibilizam, avisam com uma plaquinha tipo essa:</p>
<div id="attachment_524" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/Deaf.jpg"><img src="http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/Deaf.jpg" alt="Deaf-friendly" title="Deaf-friendly" width="360" height="369" class="size-full wp-image-524" /></a><p class="wp-caption-text">Deaf-friendly</p></div>
<p>Apesar de não entender 100% do que as pessoas falam ao telefone (meu, telefone não é lugar para falar rápido), não deixo de usar o telefone e continuo treinando meu ouvido (agora posso usar o telefone dos dois lados). Bom, vou lá dar uma ligadinha&#8230;</p>
<p>PS: E se alguém ver a tal plaquinha aqui em SP ou em outro lugar, faz favor de avisar para eu ir testar? <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Um vídeo e mais um pouco sobre segurança de ICs</title>
		<link>http://www.giseliramos.com.br/blog/2010/06/um-video-e-mais-um-pouco-sobre-seguranca-de-ics/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 20:12:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giseli</dc:creator>
				<category><![CDATA[implante coclear]]></category>

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		<description><![CDATA[Post rápido só para mencionar duas coisas: 1 &#8211; Não deixem de ver um vídeo muito bacana sobre a ativação de um implante coclear de um bebê. Muito bonitinho (vi no blog do Kentaro) [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ZDD7Ohs5tAk&#38;feature=player_embedded[/youtube] 2 &#8211; Só um complemento &#8230; <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2010/06/um-video-e-mais-um-pouco-sobre-seguranca-de-ics/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Post rápido só para mencionar duas coisas:</p>
<p>1 &#8211; Não deixem de ver um vídeo muito bacana sobre a ativação de um implante coclear de um bebê. Muito bonitinho <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  (vi no <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2010/06/jonathan_o_frankenstein.php">blog do Kentaro</a>)</p>
<p>[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ZDD7Ohs5tAk&amp;feature=player_embedded[/youtube]</p>
<p>2 &#8211; Só um complemento com relação ao meu <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2010/05/virus-em-implantes-e-a-seguranca-dos-implantes-cocleares/">post anterior</a>, sobre reflexões a respeito da segurança de ICs&#8230; Perguntei à fonoaudióloga Valéria Goffi como era a situação atual e ela me disse que o implante é protegido com algum tipo de criptografia das partes importantes, ou seja a transmissão por radio frequência só é feita codificada, e qualquer informação que passa tem que ter o &#8220;contato direto&#8221; com o processador, ou seja, através do cabo de programação. A informação por FM ou bluetooth só serve para captar informações, até pode gerar uma distorção no som, mas não corrompe mapas&#8230; é apenas uma questão de se afastar da fonte geradora da interferência.</p>
<p>Huh, então meu implante coclear tem criptografia RSA de 1026 bits? Pô, eu tinha uma chave <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pretty_Good_Privacy">PGP</a> e não sabia!  :P</p>
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		<title>Vírus em implantes e a segurança dos implantes cocleares</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 22:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giseli</dc:creator>
				<category><![CDATA[implante coclear]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma notícia hoje me chamou muito a atenção, que era sobre um cientista britânico dizer que foi infectado por um vírus de computador. Em particular, o seguinte trecho: Gasson admite que o teste apenas prova um princípio, mas ele acredita &#8230; <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2010/05/virus-em-implantes-e-a-seguranca-dos-implantes-cocleares/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma notícia hoje me chamou muito a atenção, que era sobre um <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia,cientista-diz-ter-sido-infectado-com-virus-de-computador,556940,0.htm">cientista britânico dizer que foi infectado por um vírus de computador</a>. Em particular, o seguinte trecho:</p>
<blockquote><p>Gasson admite que o teste apenas prova um princípio, mas ele acredita que existam implicações importantes para um futuro em que aparelhos médicos, como marcapassos e <strong>implantes cocleares</strong>&#8230;</p></blockquote>
<p>Implantes cocleares?! Tudo bem que o experimento é meio rudimentar demais e seria equivalente a engolir um disquete com vírus (alguém me disse isso), mas mesmo assim, dá margem a especulações interessantes sobre a segurança dos implantes médicos. Já li por aí que, teoricamente, é possível invadir um marcapasso. Agora vamos especular um pouco e tentar explorar falhas nos implantes cocleares com a tecnologia atual:</p>
<p><strong>DISCLAIMER</strong>: O que vou falar a seguir tem grandes chances de ser ficção, afinal, são especulações e não tem nenhuma comprovação real. Então, caso você seja um implantado que parou por acaso por aqui, não entre em pânico, hein? Não precisa ir correndo pegar um antivírus <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- Alguns <a href="http://cochlearimplantonline.com/site/?p=818">modelos têm suporte a bluetooth</a>, cujo uso &#8220;oficial&#8221; é para se usar em conjunto com um dispositivo de microfone bluetooth também. Mas se alguém interceptar a comunicação e &#8220;fingir&#8221; que é um microfone&#8230;. Sei lá, alguém pode tirar proveito disso?</p>
<p>- Supondo que alguém tenha acesso ao implante coclear, na pior das hipóteses, vai corromper o programa de DSP, você pode não ouvir nada direito.</p>
<p>- Tem uma coisa que pode ser muito muito ruim: em geral, os programas DSP do implante são ajustados para ligarem até 12 eletrodos simultaneamente. A maioria dos implantes tem 22 eletrodos, então sempre se escolhe até 12 eletrodos por ciclo. A fono me disse que mais do que 12 eletrodos ao mesmo tempo pode deixar desorientada a pessoa ou até deixar dolorida a audição, deixando-a sobrecarregada. Vai que o vírus queira botar mais do que 12 eletrodos ao mesmo tempo?</p>
<p>Isso são &#8220;teorias tiradas do nada&#8221;, com base no que sei sobre ICs. Mas é legal fazer <em>brainstorm</em> e ir se prevenindo. Se alguém quiser me indicar já um antivírus&#8230;</p>
<p>Especulações à parte, claro que os implantados estão seguros de verdade, pois a única maneira de acessar o IC é por um cabo especial que a fonoaudióloga do mapeamento tem. Agora se o computador do mapeamento estiver infectado&#8230;. <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Depois de 4 meses&#8230;</title>
		<link>http://www.giseliramos.com.br/blog/2010/02/depois-de-4-meses/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 17:26:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giseli</dc:creator>
				<category><![CDATA[implante coclear]]></category>

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		<description><![CDATA[Esses dias fiz outro mapeamento dos eletrodos do meu implante coclear (basicamente são ajustes na ativação dos eletrodos e sua intensidade de acordo com a frequência) e ainda aproveitei para fazer a audiometria com o implante ligado. Subjetivamente, eu já &#8230; <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2010/02/depois-de-4-meses/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias fiz outro mapeamento dos eletrodos do meu implante coclear (basicamente são ajustes na ativação dos eletrodos e sua intensidade de acordo com a frequência) e ainda aproveitei para fazer a audiometria com o implante ligado. Subjetivamente, eu já notei a diferença, mas foi bem gratificante ver numericamente o ganho auditivo! =D Sem mais enrolações, uma foto da minha audiometria do ouvido esquerdo (meio borrada, é verdade):</p>
<p><a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/audiometria4meses.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-339" src="http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/audiometria4meses.jpg" alt="" width="536" height="561" /></a></p>
<p>O que está em azul indica minha audição antes do implante e o que está em verde, com o implante ligado, depois de 4 meses. Quatro meses e já tudo isso! Já dá para notar a diferença, hein?</p>
<p>Para os desavisados, uma breve explicação sobre audiometria. Não faz muito sentido alguém me lançar a seguinte pergunta &#8220;quanto por cento de perda auditiva?&#8221;. As perdas são diferentes para cada frequência e a audiometria mede justamente o quão alto tem que ser um som em tal frequência (tom puro) para ser identificado pelo sistema auditivo. A imagem seguinte é auto-explicativa (assim espero):</p>
<div id="attachment_337" class="wp-caption aligncenter" style="width: 533px"><a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/Audio23.jpg"><img class="size-full wp-image-337" src="http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/Audio23.jpg" alt="Audiometria" width="523" height="406" /></a><p class="wp-caption-text">Audiometria</p></div>
<h5 style="text-align: center">Fonte da imagem: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Audio23.jpg">Wikipedia</a></h5>
<p>Get it? Quem tem a audição dita normal/intacta ouve na faixa de 10-20 dB (quanto menor o valor em dB, é melhor a audição). E as frequências da fala humana se situam entre 250 Hz e 2000 Hz, que são as que mais importam.</p>
<p>Na prática, já posso dizer que escuto bastante. Mas notem que há uma grande diferença entre escutar e entender. Já cheguei na parte do &#8220;escutar&#8221;, mas para entender, ainda tenho um bocado para aprender ^^ Mesma coisa que acabar parando num país estrangeiro sem falar a língua local. O importante é que tô chegando lá e tenho certeza de que vai melhorar! <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Mitos do implante coclear</title>
		<link>http://www.giseliramos.com.br/blog/2009/11/mitos-do-implante-coclear/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 23:09:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giseli</dc:creator>
				<category><![CDATA[implante coclear]]></category>

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		<description><![CDATA[Vez ou outra tenho que explicar de novo algumas coisas para as pessoas sobre o que o implante coclear não é. E também o que se deve esperar do implante nos primeiros meses após a ativação. Pois bem, o processo &#8230; <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2009/11/mitos-do-implante-coclear/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vez ou outra tenho que explicar de novo algumas coisas para as pessoas sobre o que o implante coclear não é. E também o que se deve esperar do implante nos primeiros meses após a ativação.</p>
<p>Pois bem, o processo de aprendizado e de adaptação leva vários meses, não é nas primeiras sessões com a fono que já vou aprender a tirar 100% de proveito do implante. O cérebro ainda tem que aprender o novo protocolo de comunicação entre o implante e a parte que processa a audição no cérebro.</p>
<p>Continuarei usando a leitura labial sim, principalmente em ambientes barulhentos, mas é claro que o <em>input</em> extra de sons vai ajudar na compreensão, com o tempo.</p>
<p>Quando estava pesquisando para pegar a fonte de que implantes cocleares não tornam a pessoa um pára-raios ambulante, me deparei com um <a href="http://www.hearinglossweb.com/tech/ci/stories/denise2.htm">texto</a> bem interessante sobre o que o implante coclear é e o que não é. Inspirada pelo texto, vou destacar os pontos sobre o que o implante coclear NÃO é:</p>
<ul>
<li>O implante coclear não te transforma em um morcego com audição aguçada ou na Mulher Biônica (ou  Terminator), ouvindo o silvo de cobras a 500 metros.</li>
<li>O implante não cura e nem &#8220;arruma&#8221; a surdez! Apenas fornecem uma maneira de perceber os sons. Quando se desliga o implante, não se ouve sons.</li>
<li>A habilidade de localizar os sons não se aprende da noite pro dia.</li>
<li>O implantado não se torna um pára-raios ambulante. NÃO mesmo! Então não precisam ficar fazendo notas mentais do tipo: &#8220;em tempestades, ficar longe da Gi&#8221; como um amigo meu me disse <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' />  Claro que se eu estiver no alto de uma torre segurando uma haste de metal e berrando loucamente para os raios, podem ficar longe. Mas não vai ser por causa do implante não. Trovoadas podem dar ligeiras interferências eletromagnéticas, mas nada que um desligamento temporário do implante não resolva, até passar.</li>
<li>Vocês vão ter que continuar repetindo coisas para mim. Tá, vou falar menos &#8220;hein?&#8221; e a compreensão vai melhorar com o tempo, mas não terei audição cristalina como as águas do Pacífico&#8230;</li>
<li>Não tenho entrada USB nem outro tipo de plug no implante. A parte externa do implante se fixa à parte interna por meio de um ímã. E se comunicam por ondas rádio. Sem sangue e nem tomadas à la Matrix no meio.</li>
<li>Os eletrodos do implante coclear ficam na cóclea, parte do ouvido interno. E é só, não tem fiozinhos no cérebro (quem me dera&#8230;).</li>
<li>Eu sou desastrada por natureza. Mas eu já era, antes de fazer o implante <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Então, fazer o implante não afeta o sistema de equilíbrio (temporariamente logo após a cirurgia pode até ser verdade) e não faz as pessoas serem mais desastradas. E caso o equilíbrio seja afetado, são exceções à regra.</li>
<li>O implante coclear não vai impedir a prática de atividades esportivas. Tá, esportes como ninjustu ou outros que envolvam pancadas diretas na cabeça não são recomendáveis. Mas são poucos os esportes a se evitar oras. E correr é um ótimo exercício!</li>
</ul>
<p>Enfim, espero ter ajudado a esclarecer a cabeça de algumas pessoas com esse post. Sugestões e correções são bem-vindas.</p>
<p>Finalizando, cada implantado tem uma experiência diferente, única, portanto, difícil de reproduzir <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Fontes:<br />
<a href="http://www.listen-up.org/ci/ci-myths.htm">Cochlear Implants: Myths and Realities</a><br />
<a href="http://www.hearinglossweb.com/tech/ci/stories/denise2.htm">What a Cochlear Implant is NOT and what it IS</a></p>
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