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	<title>CyberGi &#187; resenhas</title>
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	<description>Pensamentos de uma IA biológica</description>
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		<title>Uma saga marciana</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 12:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giseli Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: HiRISE Marte é um belo e misterioso planeta que nos fascina desde a Antiguidade&#8230; Para provar esse ponto, só olhando a quantidade de missões enviadas ao planeta vermelho e ao fato de que Marte é fotografado pela melhor câmera digital do Sistema Solar Terminei há um tempo de ler a fantástica trilogia sobre Marte, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_409" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/ESP_016959_2240.jpg"><img class="size-full wp-image-409 " src="http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/ESP_016959_2240.jpg" alt="Lobate Debris Apron in Deuteronilus Mensae" width="400" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Lobate Debris Apron in Deuteronilus Mensae</p></div>
<h5 style="text-align: center">Fonte: <a href="http://hirise.lpl.arizona.edu/ESP_016959_2240">HiRISE</a></h5>
<p><span style="background-color: #ffffff">Marte é um belo e misterioso planeta que nos fascina desde a Antiguidade&#8230; Para provar esse ponto, só olhando a quantidade de missões enviadas ao planeta vermelho e ao fato de que Marte é fotografado pela melhor <a href="http://hirise.lpl.arizona.edu/">câmera digital</a> do Sistema Solar <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  </span></p>
<p>Terminei há um tempo de ler a fantástica <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mars_trilogy">trilogia</a> sobre Marte, do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kim_Stanley_Robinson">Kim Stanley Robinson</a>, que é composta dos seguintes livros: Red Mars, Green Mars e Blue Mars. Infelizmente sem tradução para português e como o <a href="http://www.verbeat.org/blogs/posestranho/">Fábio Fernandes</a> disse, como as editoras brasileiras demoram muito (ou nunca) para traduzir várias obras importantes (não apenas de ficção científica, como de outros gêneros), teremos que ler no original para nos mantermos em dia <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Na minha opinião, acho que foi a trama mais <em>hard sci-fi</em> que já vi sobre terraformação marciana. A saga começa com <em>Red Mars</em>, em 2026, com o envio dos primeiros 100 colonizadores para o planeta e uma breve descrição da sociedade naquele momento, que diga-se de passagem, é um futuro <span style="background-color: #ffffff">bem plausível, dominado pelas corporações e alianças com governos. Afinal, quantas decisões governamentais mundiais hoje em dia são influenciadas por causa de corporações? E o primeiro volume termina em 2062, com uma revolução, para se tornar independente da Terra.</span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff">Green Mars se passa depois da revolução (que fracassou) e mostra tanto Marte e Terra em situações difíceis e a luta entre vários grupos com pontos de vista diferentes sobre a modificação de Marte.</span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff">E a trilogia se encerra com Blue Mars que mostra a consolidação de Marte, já bastante alterado pela terraformação, como um planeta com seu próprio governo e sua sociedade. O último volume foi o mais fraco dos três, o autor ainda deu uma enrolada desnecessária em algumas partes e não curti muito o final, parece que perdeu um pouco de fôlego. Mas isso não tira o mérito da trilogia, certamente vale a leitura!</span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff">O impressionante nessa trilogia é que Marte não é um mero coadjuvante, é um personagem em seu próprio direito, o que só torna as coisas bem interessantes. E nas descrições de deslocamentos pela superfície marciana, o autor não economiza nas palavras para contar como foi o trajeto, rodeado de majestosas paisagens, sem contar as dificuldades. E há mapas nos três livros, para se situar.</span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff">Eu situaria essa trilogia como um dos <em>must read</em> de obras de ficção científica. Apesar de ser bem <em>hard sci-fi</em>, não significa necessariamente que o autor usou corretamente argumentos científicos, algumas coisas da terraformação descritas nos livros forçaram muito a barra, mas afinal, é ficção científica e não afeta muito a suspensão de realidade, pelo menos. E agradeço ao Ivo, que gentilmente me emprestou essas obras <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff">Finalizando, sugiro, para imersão de realidade marciana, navegar no <a href="http://www.google.com/mars/">Google Mars</a> e no site da <a href="http://hirise.lpl.arizona.edu">HiRISE</a>.</span></p>
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		<title>Um universo plano</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 23:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giseli Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[universo bidimensional]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano passado escrevi a respeito de um livro que li, Flatland, de Edwin Abbot. Pois bem, agora tive a oportunidade de ler um livro de ficção de matemática/ciência/computação que é uma versão bem mais incrementada de Flatland (mas sem desmerecê-lo, é claro), onde, em vez de especular sobre um universo bidimensional em um plano infinito, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado <a href="http://giseli.wordpress.com/2009/04/11/dimensoes-e-apreensao-de-conceitos-desconhecidos/">escrevi</a> a respeito de um livro que li, <em>Flatland</em>, de Edwin Abbot. Pois bem, agora tive a oportunidade de ler um livro de ficção de matemática/ciência/computação que é uma versão bem mais incrementada de <em>Flatland</em> (mas sem desmerecê-lo, é claro), onde, em vez de especular sobre um universo bidimensional em um plano infinito, é em um universo com gravidade e com um planeta circular, com estrelas e átomos, enfim, o pacote completo universal em 2D.</p>
<p>Isso leva a vários problemas práticos. Quando há seres vivos bidimensionais vivendo nesse círculo planetário, como ir de um lado para outro? Como seria a sociedade? Uma tecnologia bidimensional seria possível? Seres vivos 2D seriam biologicamente possíveis?</p>
<p>O livro <em>The Planiverse: computer contact with a two-dimensional world</em>, de A. K. Dewdney trata de todas essas questões, onde um professor de computação e seu grupo de estudantes (tridimensionais, para deixar claro) se deparam acidentalmente com um mundo de duas dimensões muito mais rico do que imaginavam nas suas simulações. E conversam com um ser vivo bidimensional chamado Yndred, que lhes dá informações interessantes sobre o mundo em que vive.</p>
<p>A grande atração do livro não é a trama em si e sim as tentativas de responder a todas essas perguntas acima, enriquecidas com desenhos e gráficos dos seres vivos, do ambiente, de situações, de construções, de tecnologias e das forças da natureza.<br />
Falando de construções, todas estão debaixo do chão, afinal, as pessoas precisam trafegar pelo planeta. Isso leva a umas construções e a umas regras de comportamento interessantes&#8230; que não mencionarei, seria, de certa forma, um spoiler. Vou é propor um pequeno experimento mental: o que fazer se você vê uma aglomeração de seres trabalhando ou jogando algum esporte? (claro que existem diversões bidimensionais!) Ou pega o livro ou tente você mesmo responder à questão =D Duas dicas: lembre-se do ponto de vista do ser bidimensional, ele vê tudo em linha vertical; a outra dica, pressa não existe nesse mundo, paciência é a norma.</p>
<p>Outra coisa que achei muito legal é pensar a respeito das leis físicas nesse universo. Elas se comportam de maneira diferente, por exemplo, você sabe que no nosso universo, a força gravitacional diminui à proporção de <img src="http://quicklatex.com/cache/ql_22e0be0757f46e0a6446b502417c7681.gif" alt="^1/_{d^2}" title="^1/_{d^2}" style="vertical-align: -5px; border: none;"/>. Em duas dimensões, diminuiria à razão de <img src="http://quicklatex.com/cache/ql_398a555f1b4c1766127052b75332e798.gif" alt="^1/_d" title="^1/_d" style="vertical-align: -5px; border: none;"/>, ou seja, as forças da natureza, de certa forma, são mais fortes em 2D que em 3D, porque demoram mais para se dispersar. Para entender melhor, tente imaginar o seguinte em 3D:<br />
- temos uma fonte de luz pontual que emite energia;<br />
- à distância de 1 metro dessa fonte de luz, temos um quadrado iluminado pela fonte de luz com uma certa energia <strong>E</strong>;<br />
- à distância de 3 metros, teremos 9 quadrados iluminados pela fonte de luz, mas a energia que incide é a mesma, <strong>E</strong>. Ela está apenas distribuída nos 9 quadrados, em vez de se concentrar em um só quadrado;</p>
<p>É por isso que a energia se reduz ao quadrado com a distância. Agora, em 2D, nos interessa apenas a &#8220;linha&#8221; , que vai da fonte da luz até o vértice do quadrado a 1 metro de distância. <span style="background-color: #ffffff">Para visualizar graficamente isso, dê uma olhada <a href="http://books.google.com.br/books?id=wIzwyzHSrL4C&amp;lpg=PP1&amp;pg=PA110#v=onepage&amp;q=diminishing%20energy&amp;f=false">nesse esquema</a> que é uma página do livro no Google Books que explica esse fenômeno da energia bidimensional.</span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff">Também há no livro algumas reflexões a respeito do eletromagnetismo, dos átomos e das configurações possíveis de moléculas no plano&#8230; e muitas outras coisas. Então, será que dei motivos suficientes para tu querer ler o livro? <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff">Para finalizar, que tal &#8220;relaxar&#8221; tentando decifrar formas em quatro dimensões? Pegue gratuitamente (e legamente) esse filme, <a href="http://www.dimensions-math.org/Dim_PT.htm">Dimensions</a>, e boa diversão! </span></p>
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		<title>Lista de leituras de 2009</title>
		<link>http://www.giseliramos.com.br/blog/2009/12/lista-de-leituras-de-2009/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 20:26:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giseli Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[leituras]]></category>

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		<description><![CDATA[Dando continuidade a um costume meu iniciado ano passado, aí vai minha lista de leituras de 2009. Como boa doida que sou, resolvi tentar a meta de ler 100 livros, no mínimo. Sendo que entra aí também HQs (digo, só aquelas encardenadas em volumes grandes, não as revistas mensais de algumas séries, como &#8220;The Walking [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dando continuidade a um costume meu iniciado ano passado, aí vai minha lista de leituras de 2009. Como boa doida que sou, resolvi tentar a meta de ler 100 livros, no mínimo. Sendo que entra aí também HQs (digo, só aquelas encardenadas em volumes grandes, não as revistas mensais de algumas séries, como &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Walking_Dead">The Walking Dead</a>&#8221; que costumo acompanhar). Não estão inclusas na lista as releituras (foram uns 4 livros só).</p>
<p>Uns breves comentários antes de ir à lista propriamente dita. Vale a pena dar uma olhada na lista de <a href="http://epistemonikephantasia.wordpress.com/2009/12/27/leituras-2009/">livros lidos pelo Lúcio</a> e na <a href="http://verbeat.org/blogs/pwt/2009/12/2009_in_review_-_my_lists_part_4.html">lista do Fábio</a>. Sem contar os posts da Ana Cristina sobre os <a href="http://comunafc.wordpress.com/2009/12/26/adeus-ano-velho-feliz-ano-novo/">lançamentos brasileiros de 2009</a> e a <a href="http://comunafc.wordpress.com/2009/12/27/retrospectiva-critica-romances-1/">retrospectiva crítica</a> sobre romances (parece que vem mais coisas, então acompanhe o blog dela se puder).</p>
<p>Talvez a lista seja modificada até o dia 31, com um ou dois livros a mais. E pro ano que vem, não estabelecerei metas, só anotar os livros lidos e continuar com minha carreira de resenhadora amadora de livros. Bom, aí vai a lista então! E alguns com links para resenhas ou posts inspirados pelo livro, tanto nesse blog como no meu antigo.</p>
<div>1	-	O nome da Rosa	-	Umberto Eco</div>
<div>2	-	Barba-Azul	-	Kurt Vonnegut</div>
<div>3	-	Death from Skies	-	Philip Plait</div>
<div>4	-	Tempo Fechado	-	Bruce Sterling</div>
<div>5	-	The Solaris Book of New Science Fiction vol 2	-	George Mann</div>
<div>6	-	Team Yankee	-	Harold Coyle</div>
<div>7	-	Os cérebros prateados	-	Fritz Leiber</div>
<div>8	-	The player of games	-	Iain M. Banks</div>
<div>9	-	Macacos e outros fragmentos ao acaso	-	Jorge Moreira Nunes</div>
<div>10	-	Anjos caídos	-	Harold Bloom</div>
<div>11	-	A Bruxa de Kepler	-	James A. Connor</div>
<div>12	-	Vinte Mil Léguas Submarinas	-	Júlio Verne</div>
<div>13	-	A menina que roubava livros	-	Markus Zusak</div>
<div>14	-	A perereca da vizinha (HQ)	-	Fernando Gonsales</div>
<div>15	-	Use of Weapons	-	Iain M. Banks</div>
<div>16	-	Malleus Maleficarum	-	Heinrich Kramer e James Sprenger</div>
<div>17	-	Mania de Matemática-2	-	Ian Stewart</div>
<div>18	-	O livro de areia	-	Jorge Luis Borges</div>
<div>19	-	Copenhagen	-	Michael Frayn</div>
<div>20	-	Nada de novo no front	-	Erich Maria Remarque</div>
<div>21	-	O Homem que Calculava	-	Malba Tahan</div>
<div>22	-	Paradigmas volume 1	-	vários autores</div>
<div>23	-	Programming the Universe: A Quantum Computer Scientist Takes on the Cosmos	-	Seth Lloyd</div>
<div>24	-	Cryptonomicon	-	Neal Stephenson</div>
<div>25	-	Anacrônicas	-	Ana Cristina Rodrigues</div>
<div>26	-	Heisenberg&#8217;s War	-	Thomas Powers</div>
<div>27	-	Fastfoward	-	Robert J. Sawyer</div>
<div>28	-	Jogos, Conjuntos e Matemática	-	Ian Stewart</div>
<div>29	-	<a href="http://giseli.wordpress.com/2009/04/11/dimensoes-e-apreensao-de-conceitos-desconhecidos/">Flatland</a> -	Edwin Abbot</div>
<div>30	-	Sphereland	-	Dionys Burger</div>
<div>31	-	Confissões do Inexplicável	-	André Carneiro</div>
<div>32	-	A revolução dos q-bits	-	Ivan S. Oliveira e Cássio Leite Vieira</div>
<div>33	-	The Math Behind the Music	-	Leon Harkleroad</div>
<div>34	-	Deus: uma ilusão	-	Richard Dawkins</div>
<div>35	-	Por mais um dia	-	Mitch Albom</div>
<div>36	-	Os Exilados de Capela	-	Edgard Armond</div>
<div>37	-	<a href="http://giseli.wordpress.com/2009/04/29/percepcao-informacao-leis-interessantes-e-bom-senso/">WWW: Wake</a> -	Robert J. Sawyer</div>
<div>38	-	<a href="http://giseli.wordpress.com/2009/05/01/um-livro-light-sobre-a-conjectura-de-goldbach/">Tio Petros e a Conjectura de Goldbach</a> -	Apostolos Doxiadis</div>
<div>39	-	Nômade	-	Carlos Orsi Martinho</div>
<div>40	-	Codebreakers: Arne Beurling and the Swedish Crypto Program During WWII	-	Bengt Beckman</div>
<div>41	-	Maus	-	Art Spielgman</div>
<div>42	-	Paradigmas volume 2	-	vários autores</div>
<div>43	-	As incríveis aventuras de Kavalier &amp; Klay	-	Michael Chabon</div>
<div>44	-	Atitude	-	Justin Herald</div>
<div>45	-	Only Six Numbers	-	Martin Rees</div>
<div>46	-	John von Neumann	-	Norman Macrae</div>
<div>47	-	A ciência médica de House	-	Andrew Holtz</div>
<div>48	-	Time&#8217;s Eye	-	Arthur Clarke e Stephen Baxter</div>
<div>49	-	Sunstorm	-	Arthur Clarke e Stephen Baxter</div>
<div>50	-	O mensageiro das estrelas	-	Galileu Galilei</div>
<div>51	-	Firstborn	-	Arthur Clarke e Stephen Baxter</div>
<div>52	-	1001 Pérolas da sabedoria budista	-	vários autores</div>
<div>53	-	Taikodom: Crônicas	-	Gerson Lodi-Ribeiro</div>
<div>54	-	Budismo	-	Claude B. Levenson</div>
<div>55	-	Um louco sonha a máquina universal	-	Janna Levin</div>
<div>56	-	A última lição	-	Randy Pausch</div>
<div>57	-	O livro tibetano da vida, nascimento e morte	-	John Peakcock</div>
<div>58	-	Onde existe Luz	-	Paramahansa Yogananda</div>
<div>59	-	<a href="http://giseli.wordpress.com/2009/07/08/cartas-a-um-jovem-matematico/">Letters to a Young Mathematician</a> -	Ian Stewart</div>
<div>60	-	Da Terra à Lua	-	Jules Verne</div>
<div>61	-	Ao redor da Lua	-	Jules Verne</div>
<div>62	-	The Poincaré Conjecture	-	Donald O&#8217;Shea</div>
<div>63	-	The Calculus Wars: Newton, Leibniz, and the Greatest Mathematical Clash of All Time 	-	Jason Socrates Bardi</div>
<div>64	-	<a href="http://giseli.wordpress.com/2009/07/21/ias-manipuladoras-da-realidade/">The Metamorphosis of the Prime Intellect</a> -	Roger Williams</div>
<div>65	-	A conjectura de Poincaré	-	George Szpiro</div>
<div>66	-	Harry Potter e a pedra filosofal vol 1	-	J. K. Rowling</div>
<div>67	-	Harry Potter e a câmara secreta vol 2	-	J. K. Rowling</div>
<div>68	-	Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban vol 3	-	J. K. Rowling</div>
<div>69	-	<a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2009/08/paradigmas-3/">Paradigmas volume 3</a> -	vários autores</div>
<div>70	-	<a href="http://giseli.wordpress.com/2009/07/31/steampunk-historias-de-um-passado-extraordinario/">Steampunk</a> -	vários autores</div>
<div>71	-	<a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2009/08/todas-as-guerras/">Todas as guerras</a> -	vários autores</div>
<div>72	-	The man who loved only numbers: The story of Paul Erdös	-	Paul Hoffman</div>
<div>73	-	Harry Potter e o cálice de fogo vol 4	-	J. K. Rowling</div>
<div>74	-	Harry Potter e a Ordem de Fênix vol 5	-	J. K. Rowling</div>
<div>75	-	O espírito do Zen	-	Alan Watts</div>
<div>76	-	Conversando com os gatos	-	Kate Solisti-Mattelon</div>
<div>77	-	Harry Potter e o enigma do Príncipe vol 6	-	J. K. Rowling</div>
<div>78	-	Harry Potter e as Relíquias da Morte vol 7	-	J. K. Rowling</div>
<div>79	-	<a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2009/09/o-efeito-mateus-na-ciencia/">Enigmas of chance</a> -	Mark Kac</div>
<div>80	-	Inherit the stars	-	James P. Hogan</div>
<div>81	-	Wyrms	-	Orson Scott Card</div>
<div>82	-	O diário de bordo de Phileas Fogg	-	Philip J. Farmer</div>
<div>83	-	<a href="http://www.tecnoclasta.com/livro-vermelho-vivo/">Vermelho Vivo</a>	-	Luís Eduardo Lima</div>
<div>84	-	Os dentes do tigre	-	Tom Clancy</div>
<div>85	-	As aventuras de Sherlock Holmes	-	Arthur Conan Doyle</div>
<div>86	-	Além do inferno	-	Philip J. Farmer</div>
<div>87	-	The Accidental Time Machine	-	Joe Haldeman</div>
<div>88	-	From the notebooks from Doctor Brain	-	Minister Faust</div>
<div>89	-	O andar do bêbado	-	Leonard Mlodinow</div>
<div>90	-	O arqueiro	-	Bernard Cronwell</div>
<div>91	-	O andarilho	-	Bernard Cronwell</div>
<div>92	-	Galeria do sobrenatural	-	vários autores</div>
<div>93	-	O herege	-	Bernard Cronwell</div>
<div>94	-	Altered Carbon	-	Richard K. Morgan</div>
<div>95	-	<a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2009/11/os-dias-da-peste/">Os dias da peste</a> -	Fábio Fernandes</div>
<div>96	-	Machine Gunners	-	Robert Westall</div>
<div>97	-	O segundo sexo (resumo)	-	Simone de Beauvoir</div>
<div>98	-	O que é computação quântica	-	Ernesto F. Galvão</div>
<div>99	-	Hagakure	-	Yamamoto Tsunetomo</div>
<div>100	-	Anno Dracula	-	Kim Newman</div>
<div>101	-	Buracos negros &#8211; Rompendo os limites da ficção	-	George Matsas e Daniel Vanzella</div>
<div>102	-	The Umbrella Academy	-	Gerard Way</div>
<div>103	-	FC do B &#8211; panorama 2009	-	vários autores</div>
<div>104	-	<a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2009/12/breve-panorama-da-estatistica-e-lei-de-stigler/">Uma senhora toma chá&#8230; Como a estatística revolucionou a ciência no século XX</a> -	David Salsburg</div>
<div>105	-	Padrões de Contato	-	Jorge Calife</div>
<div>106	-	Horizonte de Eventos	-	Jorge Calife</div>
<div>107	-	Linha Terminal	-	Jorge Calife</div>
<div>108	-	O fantasma na máquina	-	Lúcio Manfredi</div>
<div>109	-	Mente Zen, mente de principiante	-	Shunryu Suzuki</div>
<div>110	-	Piritas Siderais	-	Guilherme Kujawski</div>
<div>111 &#8211; Trilogia do O Jogo no Tabuleiro &#8211; Simone Saueressig<br />
112 &#8211; A invenção do Morel &#8211; Adolfo Bioy Casares<br />
113 &#8211; A cidade do sol &#8211; Khaled Hosseini<br />
114 &#8211; Alice no país das maravilhas &#8211; Lewis Carroll</div>
<div>115 &#8211; O melhor do desafio operário (Fábrica dos Sonhos) &#8211; vários autores</div>
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		<title>Breve panorama da estatística e lei de Stigler</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 10:53:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giseli Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[história da ciência]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas]]></category>
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		<description><![CDATA[Acabei de ler esses dias um livro muito bacana, o &#8220;Uma senhora toma chá&#8230; &#8211; como a estatística revolucionou a ciência no século XX&#8221;, de David Salsburg. O autor consegue a proeza de traçar um panorama da história da estatística até o final do século XX de maneira bem agradável, com exemplos de aplicações até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de ler esses dias um livro muito bacana, o &#8220;Uma senhora toma chá&#8230; &#8211; como a estatística revolucionou a ciência no século XX&#8221;, de David Salsburg.</p>
<p>O autor consegue a proeza de traçar um panorama da história da estatística até o final do século XX de maneira bem agradável, com exemplos de aplicações até os dias atuais, além de falar de alguns cientistas, alguns humildes e outros com ego grande, tramas com estatísticos trabalhando com a cervejaria Guiness e outras sobre preconceitos sexuais com as mulheres na estatística. É bom tanto para os iniciados na área como para os não-iniciados, que nem precisam ter profundo <em>background</em> matemático.</p>
<p>Tem várias personalidades, como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronald_Fisher">R. A. Fisher</a> (estranhamente, confundo-o com Bob Fisher de vez em quando&#8230;) e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Andrei_Nikolaevich_Kolmogorov">A. N. Kolmogorov</a> (um de meus matemáticos prediletos, merecidamente um Mozart da matemática). Mas o que achei legal mesmo é o destaque que o autor deu às mulheres na história da estatística. Eu não sabia que a enfermeira <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Florence_Nightingale">Florence Nightingale</a> era uma boa estatística! Melhor ainda, ela inspirou um casal amigo dela a dar o nome <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Florence_Nightingale_David">Florence Nightingale David</a> à filha do casal. Pois é, existem duas Florences Nightingales! F.N. David trabalhou por uns tempos com o eminente estatístico <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Karl_Pearson">Karl Pearson</a>, que também está no livro. Na real, o nome original do cara era Carl, mas mudou-o para Karl, em homenagem a Karl Marx. O_o</p>
<p>A guria também escreveu um livro interessante sobre probabilidade, o &#8220;Games, Gods and Gambling&#8221;, um misto de autobiografia com história. Vou dar uma olhada nesse livro também <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Outra coisa interessante que aprendi do livro é a chamada &#8220;lei da misonomia de Stigler&#8221; ou &#8220;lei da eponimia de Stigler&#8221;. O que diabos significa? O enunciado da lei seria:</p>
<blockquote><p>Nenhuma coisa na ciência leva o nome da pessoa que a descobriu.</p></blockquote>
<p>Eu não diria que TUDO na ciência e em matemática segue essa lei, mas realmente há exemplos abundantes. Para começar, com a própria lei:</p>
<ul>
<li><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stigler's_law_of_eponymy">Lei de Stigler</a>: Stephen Stigler diz que a lei foi enunciada pelo sociólogo Robert K. Merton.</li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Distribuição_normal">Distribuição gaussiana (normal)</a>: Dizem que foi Gauss que descobriu isso. Mas foi <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Abraham_de_Moivre">Abraham de Moivre</a> quem escreveu primeiro a fórmula. Há alguns comentários na literatura de que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Bernoulli">Daniel Bernoulli</a> tenha a escrito, mas não é unanimidade.</li>
<li><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Poisson_distribution">Distribuição de Poisson</a>: Poisson escreveu sobre essa distribuição, mas novamente, a distribuição foi descrita anteriormente por um dos Bernoulli.</li>
<li><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alzheimer's_disease">Mal de Alzhemier</a>: É verdade que foi descrita por Alois Alzhemier, mas outros já faziam descrições dessa doença.</li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Algarismos_arábicos">Algarismos arábicos</a>: Deviam ser chamados de algarismos indianos ou hindu, afinal, foram inventados na Índia! Vez ou outra, os chamam de indo-arábicos&#8230;</li>
</ul>
<p>E há vários outros <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_examples_of_Stigler's_law">exemplos</a>&#8230;</p>
<p>Não é simplesmente mais um livro sobre a história da estatística. Diria até que foi o melhor que li até agora. Tem outro que fiz <a href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2009/09/o-efeito-mateus-na-ciencia/">breves comentários</a>, o &#8220;Enigmas of Chance&#8221; de Mark Kac, mas o &#8220;Uma senhora toma chá&#8230;&#8221; ganha de longe! Recomendadíssimo! <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Os dias da peste</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:27:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giseli Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[fábio fernandes]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem terminei de ler mais um livro bacana de ficção científica brasileira, o &#8220;Os dias da peste&#8220;, do Fábio Fernandes. É um livro bem legal, uma verdadeira aula de história da computação e permeado de referências. A trama se passa num Rio de Janeiro/São Paulo cyberpunk, onde a computação é onipresente e ubíqua e conta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem terminei de ler mais um livro bacana de ficção científica brasileira, o &#8220;<a href="http://www.tarjalivros.com.br/detalheprod.asp?produto=44">Os dias da peste</a>&#8220;, do <a href="http://www.verbeat.org/blogs/posestranho/">Fábio Fernandes</a>.<br />
É um livro bem legal, uma verdadeira aula de história da computação e permeado de referências.<br />
A trama se passa num Rio de Janeiro/São Paulo cyberpunk, onde a computação é onipresente e ubíqua e conta como as inteligências artificiais adquiriram consciência. O livro expressa bem a grande dependência que temos da tecnologia e também conta a história dos pós-humanos (algo a ver com humanos aprimorados pela tecnologia).</p>
<p>Gostei bastante do livro, o autor não deixa escapar nenhum conceito e quem não entende lhufas de computação não se sentirá muito perdido no livro. Mas vai ficar perdido de outra forma, com a grande quantidade de referências a autores, principalmente os obscuros.</p>
<p>Por um lado as referências expandem os horizontes, já que permite conhecer mais a fundo conceitos e autores que não conheceria de outra forma, mas por outro lado, é meio cansativo tentar fisgar, pesquisar e buscar entender a função de certas coisas mencionadas no texto.</p>
<p>Achei engraçadas algumas coisas no texto, como algumas notas de rodapé. Mas admito que tenho uma pequena crítica a isso, não vou comentar, senão vai ser spoiler.</p>
<p>De toda maneira, o livro é altamente recomendável e muito bom, a leitura é fluida, apesar dos pontos que citei acima. Bem que eu tava sentindo falta de ler coisas cyberpunks-pós-humanas à brasileira mesmo!</p>
<p>Meus parabéns ao Fábio Fernandes por finalmente ter lançado seu primeiro livro! Pra variar, um livro bom! <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>PS: Você pode ler uma amostra do livro <a href="http://www.tarjaeditorial.com.br/tarja/amostras/Os_Dias_da_Peste_Amostra.pdf">aqui</a>.</p>
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