Vírus influenza A em apenas 3,2 kbytes
Eu acho bacana mesmo quando o pessoal usa conceitos de computação para explicar biologia!
Vi esse post interessante sobre o vírus H1N1 sob a óptica de um computeiro. O cara se deu ao trabalho de ler um artigo da Nature e dissecou o vírus usando analogias de computação. Em termos computacionais, o vírus pode ser representado por até 26 mil bits de dados brutos. É pouca coisa, equivale a uns 3,2 kbytes apenas.
Pode ser novidade ou não para vocês, mas eu achei interessante saber que existem empresas que fazem síntese de DNA por encomenda. Tipo, o Mr. Gene. Claro que eles têm uns mecanismos de verificação para não aceitarem sequências que dêem origem a coisas perigosas.
Outra coisa que descobri: é possível ver as sequências mapeadas do vírus no banco de dados do NCBI (National Center for Biotechnology Information). Interessante, será que no futuro teremos banco de dados com acesso livre a sequências de tudo quanto é ser vivo na natureza? Pelo menos já tem na net a do Homo Sapiens. Bem que alguém podia se dar ao trabalho de revisar o código fonte humano…
Recomendo a leitura do post (é um pouco grande), vale a pena! Mesmo que não possa ser 100% acurado (como na parte de que seria suficiente mudar 2 bits para criar uma variante letal do vírus – nada garante que uma pequena mudança não vá afetar todo o mecanismo do vírus), ainda assim é worth reading.
Meu respeito por esses 3,2 kbytes de dados aumentou…
Veja mais:
DNA seen through the eyes of a coder
Fonte:
Science Slashdot
