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	<title>CyberGi &#187; mosaicos islâmicos</title>
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	<description>Pensamentos de uma IA biológica</description>
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		<title>Escher, mosaicos e quase-cristais</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 13:35:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giseli Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[mosaicos islâmicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Provavelmente você já deve ter ouvido falar de M. C. Escher. Alguns dos desenhos desse artista holandês são simplesmente fantásticos! Um dos tipos de arte que Escher admirava são os mosaicos islâmicos, permeados de padrões geométricos. Dá para perceber a influência do fascínio dele em vários de seus conhecidos trabalhos, como Circle Limit III. Fonte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Provavelmente você já deve ter ouvido falar de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/M._C._Escher">M. C. Escher</a>. Alguns dos desenhos desse artista holandês são simplesmente fantásticos! Um dos tipos de arte que Escher admirava são os mosaicos islâmicos, permeados de padrões geométricos. Dá para perceber a influência do fascínio dele em vários de seus conhecidos trabalhos, como <a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/5/55/Escher_Circle_Limit_III.jpg/250px-Escher_Circle_Limit_III.jpg">Circle Limit III</a>.</p>
<div id="attachment_150" class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><a rel="attachment wp-att-150" href="http://www.giseliramos.com.br/blog/2009/10/escher-mosaicos-e-quase-cristais/3560882560_d17cfa8025_m/"><img class="size-full wp-image-150" src="http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/3560882560_d17cfa8025_m.jpg" alt="Mosaico por awork.pl" width="240" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Um mosaico</p></div>
<address>Fonte da imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/awork/">awork.pl</a></address>
<p><a href="&lt;/dd"></a></p>
<p>Uma questão interessante que vi num <a href="http://www.springerlink.com/content/r572m9458880208t/">artigo</a> era sobre porque boa parte da arte islâmica era cheia de padrões geométricos. Escher lamentou (erroneamente) que os artistas que faziam os mosaicos eram proibidos pela tradição religiosa de representar seres vivos.  De qualquer modo, é interessante ler no artigo as influências que forjaram a arte islâmica e vou mencioná-las:</p>
<p><strong>- Sem imagens de Deus, exceto a luz:</strong> Os muçulmanos não permitiam a idolatria e uma forma adequada para representar Deus era por meio de abstrações, como a luz.</p>
<p><strong>- Escrita é uma obra de arte, não uma ferramenta:</strong> Os artesãos árabes, ao contrário dos europeus, consideravam a escrita como um trabalho de obra de arte, não uma ferramenta apenas.</p>
<p><strong>- Geometria é &#8220;espiritual&#8221;:</strong> Bem antes dos muçulmanos, os gregos sempre associaram a geometria a coisas religiosas e místicas. Sua abstração e sua consistência foram um indicativo de um mundo perfeito por trás da realidade e portanto, associada aos deuses. Platão disse (por aí): &#8220;Deus pratica geometria&#8221;. Depois, foi a vez dos estudiosos muçulmanos considerarem a geometria como um perfeito intermediário entre o material e o espiritual. Boa parte da matemática estudada pelos islâmicos veio das traduções de obras de gregos como Euclides e Pitágoras.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong> &#8211; Paixão pelo céu:</strong> A astronomia é uma das ciências mais antigas da humanidade. Desde que o homem se entendeu como gente, sempre interagiu com os céus, tanto de maneira religiosa como prática. As estrelas sempre exerceram um fascínio universal, basta olhar as bandeiras de alguns países. Os árabes viveram em desertos, de maneira nômade e navegavam pelos mares, então faziam constantes observações do céu para navegação. E há uma exigência ao devoto, por 5 vezes ao dia saber a direção correta para se rezar. Grande parte das estrelas do céu têm nomes que vieram do árabe. Fácil de descobrir, não?</p>
<p><strong>- Tapeçaria:</strong> A arte de fazer tapetes estava bem estabelecida, por ser uma tradição mais antiga ainda. Não vai dizer que os tapetes persas não têm padrões repetitivos?</p>
<p>Pena que o artigo não esteja disponível de forma livre e só para universidades conveniadas&#8230; De qualquer modo, achei bacana saber desses princípios da arte árabe.</p>
<p>Isso leva a outra coisa interessante&#8230; será que esses artistas usavam matemática? Ainda mais, uma matemática avançada? Há um estudo feito por <a href="http://www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/315/5815/1106">Peter Lu e Paul Steinhardt</a> de que eles anteciparam a matemática avançada dos quase-cristais. E o que seriam esses quase-cristais? São estruturas intermediárias entre os cristais &#8211; que têm repetição regular e periódica de sua estrutura &#8211; e os vidros &#8211; sem regularidade na sua repetição. São estruturas simétricas, mas sem repetição.</p>
<p>Um padrão comum nesses antigos mosaicos chamado <em>girih</em>, em persa, é um conjunto de polígonos &#8211; decágono, pentágono, diamante, gravata borboleta ou hexágono &#8211; que ficam lado-a-lado, sem espaços entre eles e com faixas permeando esses polígonos. Um dos cientistas do estudo verificou que essas estruturas, ainda que simétricas, não se repetiam, ou seja, tinham o mesmo <em>modus operandi</em> dos quase-cristais.</p>
<p>De qualquer modo, sendo essa teoria da matemática dos quase-cristais ser antecipada ser verdadeira ou não, é inegável que os artistas islâmicos medievais sabiam fazer belos padrões geométricos. A repetição meio que é um sinômino de vida, afinal, a vida começou quando a molécula de DNA soube se replicar. É meio que sinônimo com infinito.</p>
<p>Estou em boa companhia dos que curtem isso, como Escher! <img src='http://www.giseliramos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Leia mais:<br />
<a href="http://www.livescience.com/history/070222_medieval_tiles.html">Medieval Islamic Mosaics Used Modern Math</a><br />
<a href="http://www.bangor.ac.uk/~mas009/islampat.htm">Symmetry and Islamic Art</a></p>
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